A meditação está ganhando cada vez mais adeptos ao redor do mundo, e com isso várias perguntas surgem sobre o assunto.

Se você quer saber mais sobre a prática ou está procurando resposta para algumas das suas dúvidas, o post de hoje pode te ajudar! Continue lendo. 

1 – O QUE É MEDITAÇÃO? 

Há muitas idéias e definições sobre o que é meditação. Cada um, no fim das contas, reúne suas próprias experiências. Existe, no entanto, alguns pontos que são comuns, mesmo que, no geral, a meditação só possa ser definida realmente por aqueles que a vivenciaram ou vivenciam diariamente. 

Muitos trabalhos terapêuticos têm como fundamento principal a meditação. Acredita-se que somente experimentado um estado meditativo o indivíduo que passa por uma terapia, por exemplo, pode verdadeiramente se “soltar” de um problema. Enquanto ele continuar a “brigar” com seu problema ou mesmo tentar “fugir” dele, este lhe seguirá como uma sombra.

2 – POR QUE FECHAR OS OLHOS PARA PRATICAR A MEDITAÇÃO? 

Na meditação, é muito importante fechar os olhos para o mundo externo. Algumas pessoas acham que o meditador é um escapista, que ele quer fugir do mundo e, por isso, fecha os olhos para ele.

Esta não é a razão pela qual fechamos os olhos. A razão verdadeira porque o fazemos é por nossa consciência, 99% dela é orientada para o exterior.

Ou seja: somente fechando os olhos essa consciência pode mudar sua direção e olhar para os nossos próprios processos internos.

Outra razão pela qual fechamos os olhos é que despendemos a maior parte da nossa energia através da visão e precisamos de uma grande quantidade de energia para darmos esse mergulho em nosso próprio interior.

3 – COMO PRATICAR A OBSERVAÇÃO?

Você pode começar observando os eventos do momento. Observe sua respiração.

Perceba o movimento do ar que entra e sai do seu corpo; sinta sua barriga, que faz um movimento sutil de encher e esvaziar. Observe esse ir e vir do abdômen. Você pode também observar as suas próprias sensações corporais, como uma tensão ou alguma dor.

Quando estiver presente no seu próprio testemunhar, outros eventos mais sutis virão para seu foco: sentimentos e emoções, pensamentos conectados com esses sentimentos. Ou, até mesmo, pensamentos desconectados de qualquer sentimento – somente idéias vagando na sua mente, memórias, fantasias, curiosidades.

Neste momento, comece a perceber que todos estes ‘eventos’ observados tem um início, um meio e um fim. Sua respiração começa e termina; seus pensamentos vêm e vão; sua tristeza chega e vai embora. Veja que tudo isso são como ‘coisas’ que começam, têm seu período e, por fim, terminam.

Todas essas experiências têm um nascimento, uma vida (que pode ser breve ou não) e uma morte.

4 – QUEM OBSERVA? 

Uma norte-americana, criadora da massagem psíquica e discípula do mestre indiano Osho, Sagarpriya, responde, em seu livro, “The Master’s Touch: Psychic Massage” essa pergunta. “Existe uma testemunha dentro de nós que não vive na dimensão do tempo e do espaço.

Ela pertence somente ao presente. O presente é muito pequeno para algo acontecer; o presente é somente este momento, este instante – não dois instantes, um seguido do outro.

Até mesmo o falar, que é algo pequeno, é uma incompreensão, porque toda palavra pertence à dimensão temporal. A testemunha (o observador) pertence a uma dimensão que não pode ser medida cientificamente. Ela é a nossa consciência da dimensão científica. Ela é o sujeito observando objetos. É um tipo de saber que ‘isto’ está acontecendo ‘agora’.”

E complementa: “Nesta dimensão do presente, nada nunca muda, nada nunca acontece. Tudo é silencioso, pacífico, eterno.”

5 – COMO NOS DESIDENTIFICAR DOS EVENTOS AO MEDITAR? 

Agora ficou claro que a consciência do observador é fundamental para a meditação.

Com a prática, começamos a ter um relacionamento diferente com os eventos, criando uma distância dos mesmos. No início, estamos tão ‘colados’ aos eventos, que perceber qualquer distância é quase impossível. Por este motivo passamos a acreditar que somos os eventos.

Achamos que somos os pensamentos, que somos as sensações corporais, que somos os sentimentos. Com o aprofundamento da meditação, começamos naturalmente a perceber que aquele que observa é diferente e está separado dos eventos observados. Nasce, então, a consciência desidentificada.

Olhamos para nossos problemas, nossas questões do cotidiano, nossos sentimentos e emoções e começamos a nos perceber separados de tudo isso. Ou seja: você pode visualizar o seu desejo ou o seu ciúme sem ser, necessariamente, possuído por eles.

Você pode olhar para sua impaciência sem se identificar com ela. Você é a testemunha que observa pacificamente o evento “impaciência” passando. Você é como o céu, observando a passagem das nuvens sem se perturbar.

Nesse estado você se encontra em meditação. A meditação não é pensar sobre algo, nem, muito menos, deixar que algo lhe atinja. Meditar é um estado de consciência que vive somente o ‘aqui-agora’.

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